17/07/2019

CINEASTA DO MÊS: ROBERTO SANTOS

Roberto Santos é um dos mais importantes cineastas paulistas. Nascido em 1928, após alguns trabalhos como assistente de direção faz seu primeiro longa como diretor em 1957, O grande momento. Dirige um dos episódios de As cariocas (1966), A desinibida do Grajaú, adaptação da crônica de Stanislaw Ponte Preta. O filme tem episódios dirigidos por Fernando de Barros e Walter Hugo Khouri. Dirige Paulo José e Leila Diniz em O homem nu (1967), comédia adaptada do conto de Fernando Sabino. Professor da Escola Superior de Cinema de São Luís e ECA/USP, ambas em São Paulo, Roberto Santos exerceu um papel fundamental na formação de algumas gerações de cineastas e técnicos. Em 1971, dirige Adriana Prieto em Um anjo mau, fotografado pelo parceiro dos dois primeiros longas, Hélio Silva. Ainda professor, realiza um trabalho em parceria com os alunos da USP, As três mortes de Solano (1975), longa-metragem baseado no conto A caçada, de Lygia Fagundes Telles. Em 1977, participa de outro filme de episódios, Contos eróticos, baseado em contos premiados no 1° Concurso de Contos Eróticos da revista Status, com o segmento Arroz e feijão. Realiza em 1979, Os amantes da chuva, drama romântico sobre um casal que provoca tempestades quando estão juntos. Lança a comédia Nasce uma mulher, em 1983. Em 1987, dirige seu último filme, Quincas Borba, uma adaptação do romance de Machado de Assis.

A Cinemateca tem o prazer de homenagear este mestre do cinema brasileiro com a exibição do clássico A hora e vez de Augusto Matraga, baseado no conto de João Guimarães Rosa e música original de Geraldo Vandré. O filme foi vencedor do I Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e representante do Brasil no Festival de Cannes, em 1966. Após a exibição, Marília Santos, companheira e colaboradora de diversos filmes de Roberto Santos, conversará com o público, com mediação do Superintendente da Cinemateca Brasileira, Lúcio Aguiar.

A programação tem entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão, sujeito à lotação da sala.

 

Marília Santos

Companheira de vida e de trabalho do diretor Roberto Santos. Trabalhou em pesquisas, roteiros, produção, assistência de direção e direção de arte ao lado do realizador.

PROGRAMAÇÃO

Quarta-feira | 17/07

20h – A hora e a vez de Augusto Matraga | Conversa com Marília Santos

A hora e vez de Augusto Matraga

Sinopse

Augusto Matraga, homem poderoso de um vilarejo do sertão mineiro, perde mulher, filha e propriedades. Massacrado por um coronel, mortifica-se em nome de uma conversão religiosa para o Bem, domando o mundo sem impulsos de vingança. Mas o reencontro com um destemido jagunço lhe dá a chance de uma remição definitiva. Brilhante adaptação do romance de Guimarães Rosa para o cinema, uma das obras-primas de Roberto Santos. Música de Geraldo Vandré, montagem de Sylvio Renoldi e fotografia de Hélio Silva.

Ficha Técnica

Direção: Roberto Santos
Ano de Produção: 1965
Cromia: Preto e branco
Duração: 106′
Formato de Exibição: HDCam
Formato Original: 35mm
País de Origem: Brasil
Elenco: Leonardo Villar, Jofre Soares, Maria Ribeiro, Maurício do Valle, Flávio Migliaccio. Áurea Campos, Emmanoel Cavalcanti, Ivan de Souza, Solano Trindade, Antonio Carnera.