26/09 a 28/11/2019

CURSO: HISTÓRIA DO CINEMA SILENCIOSO BRASILEIRO E MUNDIAL (VAGAS ENCERRADAS)

O curso pretende traçar um panorama da história do cinema silencioso brasileiro e mundial. No que diz respeito à história do cinema silencioso mundial, apresentará os seus principais momentos no período de virada do século (séc. XIX para XX) até o ano de 1927, quando se inaugura o cinema sonoro. O critério será a seleção de momentos decisivos, como o “cinema de atrações” (até 1907), a formação da narrativa clássica (ênfase para um cineasta chave, D. W. Griffith), as alternativas trazidas pelo cinema europeu no período das vanguardas 1919-1927 (expressionismo alemão, avant-garde francesa, surrealismo, construtivismo russo), a convivência destas tendências na ficção dos anos 1920 e a consolidação do gênero documentário neste debate entre estéticas e modalidades alternativas, em alguns casos em pleno conflito. No que tange à história do cinema silencioso brasileiro, o curso apresenta um panorama de sua história no mesmo período (final do século XIX até meados dos anos 1920), apontando os diálogos e as especificidades com o cinema mundial. O objetivo é uma apresentação introdutória para público amplo, com projeções de filmes que servirão de base para as explanações voltadas para a relação entre temas e linguagens, considerando o contexto próprio de cada obra.

SERVIÇO:
História do cinema silencioso brasileiro e mundial
26 de setembro a 28 de novembro de 2019
Quintas e sextas, às 19h na Cinemateca Brasileira
Realização: SAC –  Sociedade Amigos da Cinemateca
VAGAS ESGOTADAS

CRONOGRAMA DE AULAS

Quinta-feira | 26/09

Cinema silencioso e outras artes no Brasil: gêneros literários – Danielle Carvalho

Sexta-feira | 27/09

Cinema silencioso e outras artes no Brasil: teatro e música – Danielle Carvalho

Quinta-feira | 03/10

Cinema silencioso e formação da linguagem clássica: Griffith, melodrama e espetáculo – Adilson Mendes

Sexta-feira | 04/10

O cinema da  vanguarda francesa nos anos 1920 – Ismail Xavier

Quinta-feira | 17/10

No gabinete de Robert Wiene: O centenário de Caligari – Rafael Zanatto

Sexta-feira | 18/10

Panorama do Cinema Mudo Alemão – Rafael Zanatto

Quinta-feira | 07/11

Sinfonias das metrópoles lá e cá – Rubens Machado

Sexta-feira | 08/11

O cinema de José Medina – Rubens Machado

Quinta-feira | 14/11

A discussão das vanguardas no Brasil  – Luciana Canton

Quinta-feira | 21/11

Limite: uma trajetória lendária – Luciana Canton

Sexta-feira | 22/11

Dziga Viértov: teoria e prática do Cine-Olho – Luis Labaki

Quinta-feira | 28/11

Introdução ao pensamento estético de Serguei Eisenstein – Maria Dora Mourão

PROFESSORES

Ismail Xavier é professor associado da Universidade de São Paulo. É autor de “Sétima arte: um culto moderno” (Sesc, 2019),  “O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência” ( Paz e Terra, 2005), “Sertão mar: Glauber Rocha e a estética da fome” (Cosac Naify, 2007), “Alegorias do subdesenvolvimento: Cinema Novo, Tropicalismo, Cinema Marginal” (Cosac Naify, 2012), “O olhar e a cena: Hollywood, melodrama, Cinema Novo, Nelson Rodrigues” (Cosac Naify, 2003),  entre vários outros lívros, capítulos e artigos.

Rubens Machado Jr. é prof. titular no CTR/ECA-USP, lecionando História, Análise e Crítica. Lidera o grupo de pesquisa História da experimentação no cinema e na crítica, CNPq. Curador dos projetos Marginália 70: o experimentalismo no Super-8 brasileiro, Itaú Cultural, e Experimental Media in Latin America, Los Angeles Filmforum/Getty Foundation. Colabora/edita as revistas Cine-Olho, L’Armateur, Infos Brésil, praga, Sinopse, Rebeca. Conselheiro na SOCINE, onde criou o Seminário Cinema como arte, e vice-versa.

Luciana Canton tem graduação e mestrado em Cinema pela Universidade de São Paulo, e doutorado em Pedagogia do Teatro nas Artes Cênicas da USP. Entre os locais onde já lecionou, estão a Escola de Arte Dramática (EAD), a East 15th Acting School (Londres), e a graduação de Audiovisual da USP. Seu primeiro longa, “Intimidade Pública”, foi vencedor de oito festivais internacionais na Espanha, Itália, Canadá, Rússia, Estados Unidos e Austrália, além de 3 menções honrosas na Suíça, Reino Unido e Espanha. Luciana também ganhou o prêmio de melhor direção de longa metragem no Los Angeles Diversity Film Festival, nos Estados Unidos.

Adilson Mendes é historiador do cinema brasileiro. Autor de “Trajetória de Paulo Emílio” (Ateliê:2013), tem estudos sobre cinema e literatura, cinema e antropologia, cinema e patrimônio.

Danielle Crepaldi Carvalho é pós-doutora na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP, FAPESP), com pesquisa a respeito dos usos dos sons no cinema silencioso, procurando pensar a circulação e a recepção do cinema num contexto transdisciplinar e transnacional. É Doutora pela Universidade de Campinas, com tese centrada na análise de crônicas a respeito do cinema e de dispositivos ópticos afins, publicadas na imprensa do Rio de Janeiro entre 1894 e 1922, tendo realizado, neste contexto, um estágio de pesquisa na Université Sorbonne Nouvelle, sob a orientação do Prof. Dr. Michel Marie. Integra, na ECA-USP, o grupo de pesquisa “História e Audiovisual: circularidades e formas de comunicação”, coordenado pelos Profs. Drs. Eduardo Morettin e Marcos Napolitano. É coorganizadora da coletânea de artigos “Cinema e História: circularidades, arquivos e experiência estética” (Sulina, 2017), de edições anotadas de coletâneas de contos de escritores brasileiros do final do século XIX e princípios do XX (Lazuli, 2013 e 2016), e é coautora da tradução ao português e da análise crítica do melodrama teatral francês “L’Auberge des Adrets” (Penalux, 2015).

Rafael Morato Zanatto é graduado em História pela UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” FCL – Assis (2010), Mestre (2013) e Doutor em História e Sociedade (2018) pela mesma instituição. Mantém pesquisa sobre a formação dos estudos históricos de cinema no Brasil e na Europa, assim como a recepção crítica e história ao cinema da República de Weimar (1919-1933) em França, Alemanha e Brasil, de 1919-1977. Obteve financiamento da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo nas modalidades Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado, além das bolsas de Estágio de pesquisa no Exterior realizada na Cinémathèque Française (Paris, 2012), sob a supervisão do Prof. Dr. Michael Löwy e na Deutsche Kinemathek e na Akademie der Künste (Academia de Arte) (Berlim, 2017), sob a supervisão do Prof. Dr. Erdmut Wizisla. Na Cinemateca Brasileira, integrou a equipe de concepção da VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso (2012) e da mostra 300 anos de cinema: da lanterna mágica ao digital (2013). Também na Cinemateca Brasileira integrou, na condição de pesquisador e arquivista, a equipe do Centro de Documentação e Pesquisa e do Festival 100 Paulo Emílio. Foi membro do grupo de pesquisa Experiência Intelectual Brasileira (UNESP) entre 2008 e 2018, sob a direção e orientação do Prof. Dr. Carlos Eduardo Jordão Machado.

Maria Dora Mourão é professora titular do Depto. de Cinema, Rádio e TV da ECA-USP e pós-doutora pela Ecole des Hautes Etudes en Science Sociales (EHESS) – Centre de Recherches sur les Arts et le Langage, Paris – France. Ensina teoria da montagem tendo montado vários filmes, entre eles os documentários “São Paulo Sinfonia e Cacofonia”, de Jean Claude Bernardet e “São Paulo Cinemacidade”, de Aloysio Raulino.  Suas publicações incluem:  “O Cinema do real”, organização com Amir Labaki, Cosac Naify, São Paulo, 2014 (1a edição portátil) e “The 21st Century Film, TV & Media School: challenges, clashes, changes”, organização com Stanislav Semerdjiev, Cecilia Mello e Alan Taylor, CILECT, Bulgária, 2016. Ex-Presidente de CILECT (The International Film and Television School Association) na gestão 2011 – 2018 e atual Membro Honorário.